No dia 26 de julho de 2026, na Cúria Diocesana de Patos de Minas (MG), os catequistas instituídos no Ministério da Catequese participaram de um retiro espiritual marcado por profunda oração, formação e renovação do compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.
O encontro teve como tema central a reflexão de que todo ministério nasce de um chamado de Deus. Antes de qualquer serviço ou atividade pastoral, o Senhor chama cada pessoa pelo nome e a convida a responder com amor e generosidade. O ministério da catequese não é uma conquista pessoal, mas um dom recebido para ser colocado a serviço da comunidade, inspirados pelas palavras do Salmo 121: “O Senhor te protegerá.”
A primeira meditação foi iluminada pelo Evangelho de João 18,1-6, na passagem da prisão de Jesus. A reflexão destacou que a vida do discípulo é uma entrega constante. Assim como Cristo se apresentou livremente para cumprir a vontade do Pai, também o catequista é chamado a viver seu ministério com humildade, fidelidade e dedicação. A catequese exige uma doação sincera, capaz de transformar vidas, pois não se trata apenas de transmitir conhecimentos, mas de conduzir pessoas ao encontro vivo com Jesus Cristo.
Na segunda parte, a meditação sobre Mateus 13,44-52 reforçou a beleza e a riqueza do Reino de Deus. O catequista é convidado a reconhecer o valor inestimável da missão recebida, colocando-a acima de interesses pessoais. A vida de Maria foi apresentada como modelo de disponibilidade, escuta e obediência, mostrando que servir ao Senhor exige confiança e um coração aberto à ação do Espírito Santo.
O retiro também refletiu sobre o ministério como serviço, inspirado em 1Coríntios 12, ressaltando que cada catequista possui dons diferentes, mas todos são chamados a colaborar na mesma missão da Igreja. Assim como os membros de um corpo trabalham em unidade, cada ministro da catequese é indispensável para a construção do Reino de Deus.
Por fim, a última reflexão destacou que o verdadeiro discípulo deve ser, fazer e saber fazer. Ser uma testemunha autêntica de Cristo, fazer da própria vida um sinal do Evangelho e saber exercer o ministério com responsabilidade, formação permanente e amor. Foram recordados os diversos compromissos assumidos pelos ministros instituídos, reafirmando que a missão catequética exige perseverança, oração e constante crescimento espiritual.
Este retiro foi um verdadeiro tempo de graça, renovando em cada participante a certeza de que ser ministro da catequese é responder diariamente ao chamado de Deus, colocando-se a serviço da evangelização com alegria, coragem e fidelidade. Fortalecidos pela Palavra, pela oração e pela comunhão fraterna, os catequistas retornam às suas comunidades conscientes de que são instrumentos do amor de Deus, chamados a formar discípulos missionários e a anunciar, com a vida e com a palavra, a esperança que nasce do Evangelho. Que Nossa Senhora, primeira catequista, continue intercedendo por todos os ministros da catequese, para que permaneçam firmes na fé e perseverantes na missão que o Senhor lhes confiou.
Eloisa Cunha

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