Capitulo III - Os Mistérios da Vida Pública de Jesus
Parágrafo III. Cristo Ofereceu-se a seu Pai por nossos Pecados
Nossa Participação no Sacrifício de Cristo
618 A Cruz é o único sacrifício
de Cristo, “único mediador entre Deus e os homens”. Mas pelo fato de que, em sua
Pessoa Divina encarnada, “de certo modo uniu a si mesmo todos os homens”, “oferece
a todos os homens, de uma forma que Deus conhece, a possibilidade de serem associados
ao Mistério Pascal”. Chama seus discípulos a “tomar sua cruz e a segui-lo”, pois
“sofreu por nós, deixou-nos um exemplo, a fim de que sigamos seus passos”. Quer
associar a seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários
dele. Isto realiza-se de maneira suprema em sua Mãe, associada mais intimamente
do que qualquer outro ao mistério de seu sofrimento redentor: (Parágrafos Relacionados
1368,1460,307,2100,964) Fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao céu.
Resumindo
619 “Cristo morreu por nossos
pecados, segundo as Escrituras” (1Cor 15,3).
620 Nossa salvação deriva
da iniciativa de amor de Deus para conosco, pois “foi Ele quem nos amou e enviou
seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados” (1Jo 4,10). “Foi Deus que
em Cristo reconciliou o mundo consigo” (2 Cor 5,19).
621 Jesus ofereceu-se livremente
por nossa salvação. Este, dom, ele o significa e o realiza por antecipação durante
a Última Ceia: “Isto é meu corpo, que será dado por vós” (Lc 22,19).
622 Nisto consiste a redenção
de Cristo: ele “veio dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20,28), isto é, “amar
os seus até o fim” (Jo 13,1), para que sejais “libertados da vida fútil que herdastes
de vossos pais”.
623 Por sua obediência de
amor ao Pai, “até a morte de cruz” (Fl 2,8), Jesus realizou sua missão expiadora
do Servo Sofredor que “justificará a muitos e levar sobre si as suas transgressões”.
Parágrafo III. Jesus Cristo foi Sepultado
624 “Pela graça de Deus, Ele
provou a morte em favor de todos os homens” (Hb 2,9). Em seu projeto de salvação,
Deus dispôs que seu Filho não somente “morresse por nossos pecados” (1Cor 15,3),
mas também que “provasse a morte”, isto é, conhecesse o estado de morte, o estado
de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento
em que expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado do Cristo morto
é o mistério do sepulcro e da descida aos Infernos. É o mistério do Sábado Santo,
que o Cristo depositado no túmulo manifesta o grande descanso sabático de Deus depois
da realização da salvação dos homens, que confere paz ao universo inteiro. (Parágrafos
Relacionados 362,1005,345).
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