sexta-feira, 27 de março de 2026

Catecismo da Igreja Católica

Capitulo III - Os Mistérios da Vida Pública de Jesus

Parágrafo III. Cristo Ofereceu-se a seu Pai por nossos Pecados

Nossa Participação no Sacrifício de Cristo

      618 A Cruz é o único sacrifício de Cristo, “único mediador entre Deus e os homens”. Mas pelo fato de que, em sua Pessoa Divina encarnada, “de certo modo uniu a si mesmo todos os homens”, “oferece a todos os homens, de uma forma que Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao Mistério Pascal”. Chama seus discípulos a “tomar sua cruz e a segui-lo”, pois “sofreu por nós, deixou-nos um exemplo, a fim de que sigamos seus passos”. Quer associar a seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários dele. Isto realiza-se de maneira suprema em sua Mãe, associada mais intimamente do que qualquer outro ao mistério de seu sofrimento redentor: (Parágrafos Relacionados 1368,1460,307,2100,964) Fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao céu. Resumindo

      619 “Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Cor 15,3).

      620 Nossa salvação deriva da iniciativa de amor de Deus para conosco, pois “foi Ele quem nos amou e enviou seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados” (1Jo 4,10). “Foi Deus que em Cristo reconciliou o mundo consigo” (2 Cor 5,19).

      621 Jesus ofereceu-se livremente por nossa salvação. Este, dom, ele o significa e o realiza por antecipação durante a Última Ceia: “Isto é meu corpo, que será dado por vós” (Lc 22,19).

      622 Nisto consiste a redenção de Cristo: ele “veio dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20,28), isto é, “amar os seus até o fim” (Jo 13,1), para que sejais “libertados da vida fútil que herdastes de vossos pais”.

      623 Por sua obediência de amor ao Pai, “até a morte de cruz” (Fl 2,8), Jesus realizou sua missão expiadora do Servo Sofredor que “justificará a muitos e levar sobre si as suas transgressões”.

Parágrafo III. Jesus Cristo foi Sepultado

      624 “Pela graça de Deus, Ele provou a morte em favor de todos os homens” (Hb 2,9). Em seu projeto de salvação, Deus dispôs que seu Filho não somente “morresse por nossos pecados” (1Cor 15,3), mas também que “provasse a morte”, isto é, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado do Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida aos Infernos. É o mistério do Sábado Santo, que o Cristo depositado no túmulo manifesta o grande descanso sabático de Deus depois da realização da salvação dos homens, que confere paz ao universo inteiro. (Parágrafos Relacionados 362,1005,345).

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